Tanque Novo: delegado da Receita Federal diz que sociedade ainda tolera crime de contrabando

Uma notícia tem circulado nas redes sociais nesta quarta-feira (19). A Operação Caravana deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Receita Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira 8 mandados de busca e apreensão contra alvos suspeitos de envolvimento em organização criminosa na cidade de Tanque Novo, que fica 712 km distante de Salvador. De acordo com o delegado da Receita Federal Andrey Soares de Oliveira, o crime de contrabando ainda é tolerado pela sociedade.

Segundo informações da polícia, o esquema criminoso chefiado por dois comerciantes de Tanque Novo movimentou algo em torno de R$ 13 milhões entre 2018 e 2020 com o uso de uma empresa de fachada. De acordo com o delegado é errado o pensamento de que comprar algum produto de origem irregular não se faz corrupção. É um tipo de prática que compromete a qualidade dos serviços públicos. Mas não é só isso…

Há um ganho aparente para o cidadão ao comprar um produto mais barato, mas há toda consequência para o estado. Primeiro, porque o não recolhimento dos tributos causa impacto nos serviços públicos e nas políticas públicas. E depois, qual indústria nacional vai querer investir, sendo cumpridora das suas obrigações, se não terá condições de concorrer com esses produtos que vem do exterior de forma ilegal e com preço mais barato?”, concluiu.

Da redação do Acontece na Bahia

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Tanque Novo: PF e Receita Federal chegam à cidade para cumprir 8 mandados de busca e apreensão

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quarta-feira (19). A Operação Caravana deflagrada pela Polícia Federal (PF) e a Receita Federal, levou os agentes até a cidade de Tanque Novo, que fica localizada a 712 km de Salvador, para cumprir mandados de busca e apreensão em razão dos crimes de associação criminosa, contrabando e descaminho.

A operação Caravana teve início com investigações a partir de novembro de 2019, da PF em Londrina, no Paraná, que investigou uma organização que era chefiada por dois comerciantes de Tanque Novo. A organização operava um esquema criminoso de transporte e distribuição de bebidas, cigarros e perfumes vindos do Paraguai, sonegando assim os devidos impostos.

No decorrer das investigações foram registradas ocorrências ligadas à atuação do esquema criminoso como a apreensão em Janeiro deste ano em Montes Claros, MG, de uma carga de perfumes vindos do Paraguai, que era transportada pelos líderes do grupo.

O grupo criminoso usava uma empresa de fachada sediada em Tanque Novo para lavar o dinheiro das movimentações financeiras, que segundo a PF girou em torno de R$ 13 milhões, entre 2018 e 2020. De acordo com a polícia a maior parte destes recursos iriam para empresas com sede na região da fronteira com o Paraguai.

Da redação do Acontece na Bahia

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