Menina de 12 anos morre de AVC hemorrágico e polícia investiga possível caso de negligência médica

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste sábado (24). As causas da morte de Sofia, de apenas 12 anos, vítima de um AVC hemorrágico, estão sendo investigadas pela polícia como possível caso de negligência médica. Sofia foi atendida no Pronto Socorro de Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, após ter desmaiado, e a família registrou um boletim de ocorrência por omissão de socorro com a alegação de que o médico tinha se recusado a atendê-la após afirmar que a menina estava alcoolizada ou drogada.

Tamires Aparecida da Cruz, 33 anos e mãe de Sofia, disse que a filha saiu de casa na noite do dia 10 de julho para ir até a casa de um amigo que fazia aniversário. Na festa, em certo momento Sofia desmaiou e a mãe do aniversariante entrou em contato com a família. De acordo com a família, já no atendimento o médico teria se recusado a atender Sofia alegando que só poderia examiná-la após o registro de um boletim de ocorrência, pois a garota estaria bêbada ou drogada.

Sem o B.O, Sofia foi mantida em uma maca.”Nesse meio tempo, já tinha passado mais de uma hora que a minha filha estava sem atendimento. Então eu corri com meu marido até a delegacia e tive que esperar mais uma hora e meia para que o escrivão chegasse, pois fui informada que ele estava tomando banho”.

Depois que uma enfermeira resolveu examinar Sofia com mais cuidado, foi constatado que sua pressão arterial estava alta e as pupilas dilatadas e sem movimento, e de imediato notificou o médico de plantão: Sofia sofreu um AVC.

Sofia foi transferida para uma unidade hospitalar de Pariquera-Açu, a cerca de uma hora de Ilha Comprida, mas o atendimento foi negado por falta de leito disponível.”Foi então que nos levaram para o Hospital de Registro. Fizeram uma tomografia e constataram um AVC hemorrágico. No dia seguinte, fizeram uma cirurgia de emergência no crânio da minha filha e retiraram cerca de 600 ml de sangue acumulado”. Sofia teve morte cerebral constatada três dias depois.

“Eu fiquei desesperada. Ela era minha companheira em tudo. A gente não se desgrudava. O meu mundo acabou ali. Daí pensei… vou ajudar outras mães que, como eu, podem estar passando pelo sufoco que eu passei. E resolvi doar os órgãos dela. Quem sabe um dia descubro que uma menina como ela está usando o coração da Sofia? Ou os rins?”, contou.

Da redação do Acontece na Bahia

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