Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta sexta-feira (10). Depois de passar mais de um ano dormindo nas ruas na perspectiva de encontrar uma vida melhor, Jefferson Renato Correa, de 46 anos, se tornou sócio de uma empresa e de franquias espalhadas pelo município de Praia Grande, no litoral paulista. Em uma entrevista ao G1, a história do empresário ganhou as manchetes ao falar da vida difícil até abrir o próprio negócio e hoje ajudar várias pessoas.

O empresário, que é natural de Marília, interior paulista, disse que começou a trabalhar desde muito cedo quando aos 11 anos começou a guardar carros nas ruas e limpar túmulos no cemitério para arrecadar alguma renda para ajudar em casa.

Jefferson decidiu sair de casa aos 16 anos e ir atrás de uma vida melhor. Ficou na orla da praia de Santos, ainda muito pequeno e exposto, buscava encontrar formas para se sustentar. “A maior dificuldade é você não ter para onde ir. Antes eu tinha uma casa, humilde, mas tinha para onde ir. Passei o natal na rua, uma das coisas mais tristes e que me marcou”, relembra o empresário.

O adolescente passou por vários trabalhos e começou a perceber a vocação para o empreendedorismo. Naquela época, Jefferson foi localizado por sua mãe, mas voltou a fugir novamente tendo em vista conseguir melhorar de vida e ajudar sua mãe.”Comprava roupas, lavava no chuveiro da praia, pendurava nas árvores. Foi difícil, mas hoje vejo que foi a melhor coisa que teve na minha vida”, conta Correa.

O empresário conta que já trabalhou em uma empresa de sorvetes, empresa de chocolates, de bebidas, vendeu carros e chegou ao ramo de serviços de telefonia.  Em 2020 migrou para o ramo de cartões alimentação. Se tornou sócio de uma empresa de vendas de aparelhos para centrais telefônicas. Já em 2021, comprou três unidades de uma franquia de açaí e ainda tem como objetivo conquistar novos empreendimentos.

Hoje o empresário emprega por volta de 50 pessoas e conta que para ele isso não tem preço. “Quando eu falo nos processos seletivos, digo que eu estou contratando um atendente, mas quero um futuro empreendedor, um grande profissional. Tento incentivá-los a crescer”, conta.

O objetivo dessa história, segundo Jefferson, é servir de inspiração para os jovens.”Fiz isso sozinho. Hoje eu tenho condição de dar um lugar bacana para minha mãe morar, ver meus filhos direcionados. Eu vivia num mundo tão restrito que não pensava em ter profissão. O que eu penso hoje, quando eu emprego, é em poder contribuir”, conclui.

Da redação do Acontece na Bahia

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