Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quinta-feira (22). A vida da babá Ana Maria Pereira, de 27 anos, mudou drasticamente depois que perdeu a irmã Lidiane Pereira, 30 anos, para a Covid-19 e com a notícia que será a responsável por cuidar do filho de Lidiane, Pedro Lucas, de 5 anos.

Pedro Lucas nasceu com microcefalia e com outros problemas ocasionados em razão do vírus da Zika. Os cuidados com Pedro Lucas fizeram com que Lidiane abandonasse seu trabalho para se empenhar com o filho. Pedro Lucas que agora está órfão teve que se mudar de João Pessoa para Alagoa Grande, na Paraíba, para ficar sob a responsabilidade da tia Ana.

“Minha irmã faleceu e, agora, toda minha atenção é voltada para cuidar do Lucas. Estou fazendo o que minha irmã gostaria que eu fizesse. Faço tudo por eles, o que for necessário para que Lucas fique bem”, contou Ana, que saiu do trabalho para cuidar do sobrinho.

Pedro Lucas era levado constantemente por sua mãe para consultas e sessões de fisioterapia, neurologia, terapia ocupacional, além de outros tratamentos. Lidiane contraiu a Covid 19 no início de junho e precisou ser intubada, mas faleceu em decorrência de complicações da doença.

“Ela era uma mãe muito dedicada ao filho, parou de trabalhar por ele. Lucas requer muito cuidado: ele praticamente não fica em pé. É da cama para o colo, do colo para a cadeira de rodas. Só quem já conhece desde pequeno sabe cuidar dele”, contou Ana, que disse sempre ter ajudado Lidiane.

O pai de Pedro Lucas reside em João Pessoa e ajuda financeiramente o filho, porém como trabalha fora não cuida diretamente do filho.”Lucas precisa de alguém com ele o tempo todo”, comentou Ana, que agora tem alguns problemas com o custo de alguns tratamentos, remédios e translado para clínicas e hospitais que Pedro Lucas necessita.

Apesar do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) que Pedro Lucas recebe, atualmente o valor é reduzido em razão de um empréstimo feito por Lidiane para comprar um equipamento que auxilia na mobilidade de Pedro Lucas.”Hoje, ele recebe um valor bem menor por causa desse empréstimo. Muitos dos gastos saem do nosso bolso”, disse Ana.

Após a morte de Lidiane, Ana não tem conseguido levar o sobrinho para continuar o tratamento em João Pessoa, que fica a 103 km de Alagoa Grande.”Não temos carro, não tem ninguém que possa levá-o. Não tenho como ir para João Pessoa várias vezes por semana sem ajuda”, contou Ana, que tem recebido doações em dinheiro e alimentos de parentes e amigos.

Da redação do Acontece na Bahia

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