Uma notícia tem repercutido nas redes sociais neste sábado (8). O enredo escrito pelo pequeno Samuel Soares, de 7 anos, faz a gente repensar as nossas atitudes como ser humano vivendo em sociedade. A história que acontece em Caetité, sudoeste da Bahia, mostra o menino Samuel, que teve o incentivo e apoio dos pais para a venda de geladinhos com o objetivo de comprar cestas básicas para doar a pessoas necessitadas.

Eu vi muitas pessoas precisando de comida, precisando comer e eu fui lá e pedi para minha mãe fazer o geladinho e vender para poder doar”, comentou o menino.

Os pais de Samuel, o casal de fotógrafos Amilton Miranda e Simone Soares, aceitou a idéia vinda do filho, apesar do pai ficar com receio no início.“Eu fiquei surpreso, porque eu não entendi. Eu fiquei perguntando a ele onde teve essa ideia, onde ele viu isso. ‘Não pai, eu só queria ajudar’. E eu achei interessante porque a gente aqui em casa nunca tinha feito uma ação dessa”, explicou Amilton.

A mãe de Samuel disse que a princípio não acataram a idéia do filho por ele ser ainda pequeno, mas ele insistiu no objetivo.“Ele pediu, falou comigo e meu esposo, que queria vender geladinhos. Aí, no primeiro momento, a gente explicou para ele que ele é muito novo, que ele não ia saber vender geladinho, fazer troco, só que ele continuou insistindo”, contou Simone.  

Samuel então buscou aceitação na avó, Maria do Carmo Soares, que comprou o isopor.”Ele comentou com a minha mãe e ela comprou o isopor. Ele continuou insistindo e eu falei: ‘Eu faço o geladinho, mas só se você me falar qual a finalidade do dinheiro’. Aí ele me falou: ‘Não mãe, eu quero ajudar as pessoas que não tem o que comer’. Aí não tem como dizer não, né?”, disse a mãe de Samuel.

A família então passou a fazer no final de fevereiro “geladinhos gourmet”, uma espécie de sorvetes de frutas ou chocolates, batidos com leite, que foram bem aceitos em Caetité. De acordo com a mãe de Samuel, no início a idéia era vender os geladinhos fazendo a divulgação em aplicativos de mensagens, porém o negócio cresceu e foi montado um ponto fixo na feira da cidade que acontece toda quinta-feira.

Eu fiz os geladinhos, só coloquei no grupo da família porque meus pais moram na zona rural, falando da iniciativa dele, quem quisesse colaborar, para quem seria e aí levamos pra roça, vendemos o geladinho e o pessoal colaborou”.

Minha mãe vende produtos orgânicos na feirinha que tem toda quinta-feira na cidade e ela falou: ‘Leva para barraquinha para a gente vender’. A gente contava a história para o pessoal e eles se sensibilizavam”, disse.

A compra dos alimentos foi feita pelo pai de Samuel e Simone procurou famílias que estivessem precisando muito de ajuda, por meio de uma mulher que organiza projetos sociais em Caetité.“Ela [uma mulher que organiza um projeto de doações em Caetité] me passou o número e eu conversei. Falei que queria ajudar cinco famílias que precisavam mesmo. Muita gente precisa, mas tem aquelas que precisam mais, que são mais necessitadas”, contou Simone.

Samuel escreveu ainda bilhetes para as famílias.“Ele falou: ‘Mãe, eu quero comprar um bilhetinho’. Tudo ideia dele. Aí eu falei que ele tinha que escrever cinco bilhetinhos iguais para colocar nas cestas”, disse.

Escreveu:”Oi, eu sou Samuel, tenho 7 anos. Deus abençoe sua vida”. Ao todo cinco famílias foram beneficiadas com as cestas adquiridas com o empenho do menino Samuel.

Da redação do Acontece na Bahia

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