Uma notícia tem chamado a atenção nas redes sociais nesta quinta-feira (6).Um estudo feito por pesquisadores da USP verificou a relação entre pacientes que desenvolveram quadro grave de Covid-19, com força e massa muscular. De acordo com a pesquisa, pacientes que têm boa saúde muscular e desenvolvem a doença na forma moderada ou grave tendem a permanecer menos tempo internadas.

Segundo o pesquisador Hamilton Roschel, coordenador do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) e da FMUSP, o estudo contou com o uso de referências da literatura médica.“A condição muscular ou condição de vulnerabilidade está relacionada com desfechos desfavoráveis em uma série de situações. Por exemplo, um paciente idoso que vai para cirurgia e tem pouca massa muscular, está muito mais exposto”, explicou o pesquisador.

Essa lógica se mantém na covid. Conseguimos perceber que aqueles que chegavam com melhor saúde muscular ao hospital, ou seja, com mais força e massa muscular, ficavam menos tempo internados do que aqueles que chegavam com menos força e massa muscular”, continuou.

A conclusão do estudo apontou que os músculos além de dar suporte para o corpo, exercem outras funções, como por exemplo, funcionar como um reservatório de energia para ser usado em ocasiões de estresse e necessidade.“O músculo tem um papel no metabolismo e na função imune do indivíduo. Todos os tecidos do nosso corpo passam por etapas de degradação e renovação constantes. Numa situação de estresse, cirugia ou internação, diminui o aporte nutricional ao paciente e o corpo busca nos músculos os aminoácidos para manter o funcionamento do resto do organismo. Você passa ‘a se consumir’. Por isso, a perda muscular é tão grande, após longos períodos de internação”, informou o pesquisador.

O estudo contou com a análise de 186 pacientes internados no Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, que não tiveram a necessidade de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), no momento em que deram entrada no pronto-socorro. “Se o paciente ia direto para a emergência, não conseguíamos avaliá-lo antes. Assim que os doentes foram internados na enfermaria, fizemos testes de força para ver como seria a evolução do paciente e verificar a relação entre saúde muscular e a covid”, explicou. Mas não é só isso…

A análise foi feita com pacientes com idade entre 44 a 74 anos e o estudo foi publicado no site MedRxiv, plataforma ligada à Universidade de Yale, nos Estados Unidos, de pré-publicação de artigos científicos sobre ciências da saúde, e passará ainda por análise de outros pesquisadores.

O pesquisador ainda destaca que “mesmo com todas as correções necessárias, os pacientes com mais força ficaram menos tempo internados”. “Quando juntamos peças da literatura com os resultados da nossa análise, é possível dizermos que estar com saúde muscular boa pode prevenir a covid grave”, conclui. Hamilton comenta: “Não significa que as pessoas mais fortes não vão pegar covid, mas pode significar que não vão ficar mais graves”, finaliza.

Da redação do Acontece na Bahia

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